sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Pai...

Bom dia a todos!
Espero que todos estejam bem!
Vamos ao tema:
     "Pai, afaste de mim este cálice (cale-se)..." esse trecho da música composta pelos mestres Gil e Chico sintetiza uma boa parte da representatividade de um pai para o filho. Em outras palavras podemos observar que o filho pede com todas as suas forças que seu pai lhe apresente os limites culturais, sociais e teóricos que se consegue passar de geração em geração. Diante disto, é simples concluir qual a importância de um Pai na construção da personalidade de um adulto.
     Em uma evolução reflexiva poderíamos até nos abstrair na dimensão divina, onde os terrenos apresentam o divino Superior como o Pai Maior. O Ser Onipotente, Onisciente e Onipresente. Mas, particularmente, não me atreveria a navegar por área tão sensível e adimensional, pois não há como um ser mortal e humano como eu desconectar-se da carne e conseguir transformar em palavras o que àquele Criador de Todas as Coisas conotativamente "planejava" quando, em momento translúcido, nos soprou a vida à sua imagem e semelhança. Mas podemos usufruir neste momento desta última parte - à sua imagem e semelhança - para continuar este momento de reflexão.
     Justificada minha incompetência e ignorância no plano divino, vamos continuar no mundo terreno, onde errarei o menos possível neste monologo temporário.
     Segundo algumas teorias o pai transfere a responsabilidade para o filho das realizações que não conseguiu atingir.
     Outras correntes de pensadores dizem que o pai apenas gostaria que seu filho fosse melhor que ele próprio. Se for egoísmo ou não, isto não vem ao caso.
     Mas acho prudente não tomar partido destas correntes sem antes passar anos pesquisando sobre as bases teóricas, se é que vocês concordam ou discordam.div>
     É interessante nos atermos a alguns detalhes desta relação. E, principalmente, na visão das crianças.
     O pensamento de uma criança deve seguir uma lógica inconsciente parecido com: "Preciso aprender. Comportamento ideal é representado pelo Pai e a minha mãe. É necessário observar, aprender e repetir." Ou seja, tudo que o pai fizer será o código que a criança irá absorver. Deste ao falar bom dia a recepcionista até atravessar fora da faixa de pedestre. Isto é o mais simples, pois, poderemos enveredar pela representação na modelação da personalidade que a criança vivencia a violência física, e até a hecatombe da violência sexual. Catástrofe!     
     É preferível voltar a regra e não às exceções.
     Em linhas gerais, o pai é o super-herói, o exemplo e o porto seguro de seus filhos. Isto nos direciona a buscar melhorar sempre, ao ponto necessário de acertar mais que errar. Nem que seja uma razão de 51% de acertos versus 49% de erros.
     E como não poderia faltar, o comércio descobriu que poderia patrocinar a evolução desta relação, e então fundou o Dia dos Pais. Que formidável. Nós – os filhos – ganhamos um dia no ano para formalizar, através de gestos e/ou pequenos e simbólicos presentes o que eles representam em nossas vidas. Não serei demagogo para admitir que esta era a intenção do comércio. Mas devemos transformar tudo em algo bom. E o dia dos pais, semelhante ao dia das mães, pode sim, se transformar em um momento inesquecivelmente periódico. E, obviamente, não será fácil, e também, obviamente, não será impossível.
     O que tudo isto quer dizer?
     Quer dizer que, como a natureza, tudo tem ciclo, onde sempre podemos renascer como a primavera. Perdoar mágoas! Buscar o reencontro! Abraçar. Não precisa ser no mês de agosto, mas precisa ser em algum dia, e que seja enquanto ele este vivo.
Desejo a todos ótimos dias.
Até a próxima.
Abraço a todos os pais e filhos...
Parafraseando o Renato: "Você me diz que seus pais não entendem, mas você não entende seus
pais..."
Luiz Santos
Pai e Filho...rsrsrsrs

Nenhum comentário:

Postar um comentário