Bom dia a todos!
Espero que todos estejam bem!
Vamos ao tema:
"Pai, afaste de mim este cálice (cale-se)..." esse trecho da música composta pelos mestres Gil e Chico sintetiza uma boa parte da representatividade de um pai para o filho. Em outras palavras podemos observar que o filho pede com todas as suas forças que seu pai lhe apresente os limites culturais, sociais e teóricos que se consegue passar de geração em geração. Diante disto, é simples concluir qual a importância de um Pai na construção da personalidade de um adulto.
Em uma evolução reflexiva poderíamos até nos abstrair na dimensão divina, onde os terrenos apresentam o divino Superior como o Pai Maior. O Ser Onipotente, Onisciente e Onipresente. Mas, particularmente, não me atreveria a navegar por área tão sensível e adimensional, pois não há como um ser mortal e humano como eu desconectar-se da carne e conseguir transformar em palavras o que àquele Criador de Todas as Coisas conotativamente "planejava" quando, em momento translúcido, nos soprou a vida à sua imagem e semelhança. Mas podemos usufruir neste momento desta última parte - à sua imagem e semelhança - para continuar este momento de reflexão.
Justificada minha incompetência e ignorância no plano divino, vamos continuar no mundo terreno, onde errarei o menos possível neste monologo temporário.
Segundo algumas teorias o pai transfere a responsabilidade para o filho das realizações que não conseguiu atingir.
Outras correntes de pensadores dizem que o pai apenas gostaria que seu filho fosse melhor que ele próprio. Se for egoísmo ou não, isto não vem ao caso.
É interessante nos atermos a alguns detalhes desta relação. E, principalmente, na visão das crianças.
O pensamento de uma criança deve seguir uma lógica inconsciente parecido com: "Preciso aprender. Comportamento ideal é representado pelo Pai e a minha mãe. É necessário observar, aprender e repetir." Ou seja, tudo que o pai fizer será o código que a criança irá absorver. Deste ao falar bom dia a recepcionista até atravessar fora da faixa de pedestre. Isto é o mais simples, pois, poderemos enveredar pela representação na modelação da personalidade que a criança vivencia a violência física, e até a hecatombe da violência sexual. Catástrofe!
É preferível voltar a regra e não às exceções.
Em linhas gerais, o pai é o super-herói, o exemplo e o porto seguro de seus filhos. Isto nos direciona a buscar melhorar sempre, ao ponto necessário de acertar mais que errar. Nem que seja uma razão de 51% de acertos versus 49% de erros.
E como não poderia faltar, o comércio descobriu que poderia patrocinar a evolução desta relação, e então fundou o Dia dos Pais. Que formidável. Nós – os filhos – ganhamos um dia no ano para formalizar, através de gestos e/ou pequenos e simbólicos presentes o que eles representam em nossas vidas. Não serei demagogo para admitir que esta era a intenção do comércio. Mas devemos transformar tudo em algo bom. E o dia dos pais, semelhante ao dia das mães, pode sim, se transformar em um momento inesquecivelmente periódico. E, obviamente, não será fácil, e também, obviamente, não será impossível.
O que tudo isto quer dizer?
Quer dizer que, como a natureza, tudo tem ciclo, onde sempre podemos renascer como a primavera. Perdoar mágoas! Buscar o reencontro! Abraçar. Não precisa ser no mês de agosto, mas precisa ser em algum dia, e que seja enquanto ele este vivo.
Desejo a todos ótimos dias.
Até a próxima.
Abraço a todos os pais e filhos...
Parafraseando o Renato: "Você me diz que seus pais não entendem, mas você não entende seus
pais..."
Luiz Santos
Pai e Filho...rsrsrsrs
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